terça-feira, 20 de agosto de 2013

Arrumando.

Comecei uma arrumação geral na minha casa, decidi que tudo que estava errado ou fora do lugar ia pra sala, pra então eu olhar com calma, ver o que presta e o que não presta, colocar nos seus devidos lugares; doar, devolver, jogar fora... O que é da cozinha tá na sala, o que é do quarto também. Meu closet inteiro está em cima da cama por que não tem mais lugar na sala... Resumindo; tá tudo errado. Eu olho pra bagunça que fiz e só tenho vontade de chorar de arrependimento.

domingo, 28 de julho de 2013

Alô alô... é um teste! (?)

De tempos em tempos o contato é retomado e entre um "oi" tímido e um "tô bem também...", fica a sensação de que estou sendo testado. Um "oi" que seguido de mais meia dúzia de frases, no fim da conversação fica traduzido como "você ainda é a fim de mim? Tá a fim de massagear meu ego hoje?". Combinou-se que o contato seria cortado, combinou-se que cada um faria o que quisesse... mas aí veio o frio, veio a carência, vieram as lembranças... e um belo dia veio o "oi" - de novo. Quando eu não estou bem interpreto de uma forma, e quando estou bem como hoje, interpreto e reajo de outra forma... Quando estou mal parece que qualquer início de conversa pode ser a retomada de um relacionamento que hoje, com calma, posso dizer que já morreu. Me importo de outra forma - quero bem, mas não quero pra mim. Tá decidido. Minha cabeça está lá em Londres, cercada de cachorros e incertezas por todos. Estou bem. Se é um teste, passei. PS: Tem-se que levar em consideração a pedra que está no meu rim esquerdo.

domingo, 30 de junho de 2013

Tristeza.

Eu não gosto e não costumo me lamentar na internet, me colocando a disposição do julgamento das milhões de pessoas que podem ver o que a gente escreve. Nunca gostei disso. Acho que internet é lugar de gente feliz e quem tem que se lamentar tem mais é que procurar os amigos, a terapia... Mas hoje, só hoje, aproveitando que eu não divulgo esse blog e que provavelmente ninguém leia isso, eu preciso dizer que não tenho palavras que possam descrever a minha tristeza. Uma tristeza sólida, conciente, necessária... e que eu espero que passe logo. Dói tanto.

O peso de ter tudo e a vantagem de não ter nada.

Achava que não tinha nada e ainda tinha muita coisa, por ter alguma coisa perdeu-se tudo que tinha. Tudo. Agora tem muita coisa mas não tem nada, nem metade, nem pouca coisa. Nada. Perde-se o pouco que tem, perde-se a mesma coisa, perde-se a coisa diferente... perde muito só pra ganhar e não se ganha nada. E só perde o pouco que tinha. Só não perde o medo. Maldito seja o medo! Bendito seja quem ganhar alguma coisa e ganhar só o que quiser! Ganha-se o nada pra perder o peso que é ter tudo. Ter tudo pesa... Isso todo mundo sabe!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Falo demais!

Durante muito tempo eu fiquei calado, achando que não podia falar por que incomodava. Me fizeram acreditar nisso e provavelmente, mesmo agora depois de superado e pra sempre, eu vou falar disso; por que isso influenciou muita coisa na minha vida, por que isso fez eu me perder de mim mesmo, por que isso fez com que eu não confiasse em mim mesmo... mas passou. Hoje em dia eu falo demais. Eu penso e falo, eu sinto e falo, eu nem preciso falar e falo... falo tudo que sinto, e obviamente estou no lado oposto de onde fiquei por alguns anos. O motivo que me tirou de dentro de mim merece um livro, e por isso eu quase nunca falo sobre esse assunto... aliás, falo sim, quase todos os últimos posts antes desse é sobre o motivo que me fez voltar a ser assim; mais confiante, mais autêntico, mais eu de verdade... Agora eu preciso achar o meio termo, por que eu sei e você também deve saber que quem fala muito escuta pouco.

sábado, 18 de maio de 2013

Tudo maior.

Peguei um par de sapato que comprei na europa pra usar e me dei conta que eles são maiores que meu pé. Logo me lembrei que comprei tudo um pouco maior pra caber em mim e nele quando eu voltasse - inclusive os sapatos! HAHAHA ... Como gente fica idiota quando está apaixonado, né?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

... Pelo menos falei!

Eu venho aqui de tempos em tempos pra falar de coisas que talvez eu nunca fale pra ninguém. Coisas que eu tô aprendendo a conversar com outras pessoas e que antes eu guardava dentro de mim, coisas que eu tenho que aprender a conversar com outras pessoas. Aqui - ou em um arquivo .txt secreto - eu organizo os pensamentos e depois parto pra cima. Quando esse blog foi criado eu estava vivendo uma das piores fases da minha vida; eu me sentia uma merda, sem sequer o direito de procurar alguém pra me escutar por que acreditei que eu sequer merecia isso, que alguém me escutasse... Fase chata demais. Passou (?) Hoje em dia eu me obrigo a falar pras pessoas o quanto elas são importantes mesmo que elas não queiram escutar, forço a situação por vários motivos; tem gente que gosta de escutar o quanto é amada, mas tem vergonha, tem medo... e se a atitude parte de você, as coisas ficam mais fáceis pra outra pessoa. Faz bem pro ego. Tem gente que precisa escutar o quanto é amada ou odiada, de alguma forma isso modifica essas pessoas. E o principal motivo sou eu mesmo; eu não vou mais sufocar dentro de mim nada que eu queira falar. Depois da última vez que escrevi aqui, eu passei meses escrevendo uma carta, que virou um arquivo de pendrive e que depois virou um email... Coloquei minha vida resumida em 25 páginas pra tentar fazer com que uma pessoa não se sentisse mal com ela mesma. Confesso que tudo foi escrito com a esperança de um dia poder consertar o que desarranjei. Achei que tinha conseguido o que queria e continuei focado no objetico que me motivou a ficar meses escrevendo sem parar... Hoje já não sei de nada, tudo que eu achei, baseado na receptividade do arquivo e do feedback - alimentado por semanas -, se foi... Embora desestimulado com essa relação e já focado em outras coisas, estou triste demais e não sei o que pensar. Na dúvida ficarei parado. ... Pelo menos falei!