Não sei o que estou sentindo; foram quatro horas de conversa descompromissada, onde eu, claro, falei mais do que deveria. Foram quatro toques; um ao encontrar, no abraço; um ao medir a coloração da pele do ante braço; um ao sentir como a pele está quente e morena depois de alguns dias de sol, no ombro... e um abraço novamente, ao se despedir.
Ao tocar o ombro pude sentir uma pele bem macia. A mesma pele macia de sempre.Mesmo que o sempre não aconteça há quase dois anos.
Conseguimos nos olhar nos olhos, e é nesse momento que a minha cabeça começa criar expectativas e esquece de toda mágoa. Quem me dera poder olhar nos olhos pra esquecer de tudo mais vezes.
Era assim que eu me sentia; eu esquecia de tudo. É por isso esse nó na garganta e esse choro descontrolado.
Quatro toques, quatro horas, alguns olhares... é pouco.
[E eu preciso manter a calma.]
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